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Vou descrever como inicio um processo de criação, seja de um site ou de um logotipo. A palavra-chave é tabs, tabs, muitas tabs!

O Pânico instalou-se, a ameaça era real agora:
Tinha mesmo que escrever um post!

Depois de dias a tentar adiar o assunto decidi arregaçar as mangas... ”A man’s got to do what a man’s got to do”. Após longas horas de pesquisa (e muitas tabs abertas e fechadas) de coisas que já esqueci, senti que cada vez que abria uma nova tab era um passo para o obscuro de uma realidade gerada a partir de receios e medos.

Receio de falhar, medo de não ter alguém que se digne a ler o que escrevi, pois tenho consciência que devo ser a pessoa menos indicada para o fazer. Sou designer, não sou, nem de perto nem de longe, um escritor. Sou daquelas pessoas que inventa palavras que apenas na minha mente têm significado...

Mas cheguei a um ponto e pensei para mim, BASTA!

Se consigo realizar proezas magnificas, como abrir 300 tabs de pesquisa ou criar logotipos a partir de briefings inexistentes, também serei capaz de escrever algumas palavras.

"What one does is what counts.
 Not what one had intention of doing."

Pablo Picasso


Por isso cá vai.

É incrível a organização que tenho na desorganização que é a cascata de tabs que normalmente o meu browser têm.

 

Neste momento tenho 379 tabs abertas

 

Facilmente "perco-me" ao visitar o stream do Behance. Fico fascinado pela imensidão de excelentes projectos que encontro, e claro ao ver um quero ver outro e outro, e "plim" mais uma tab aberta. (na ultima contagem 379 tabs, sim, 379)

Quantos de vocês já não pensaram ao ver um projecto:
"F***-** como gostava de ter sido eu a fazer aquilo!"

Isto apenas acontece porque temos acesso a uma ferramenta tão poderosa que nos permite ver, inspirar e saber sobre tudo o que nos rodeia, a internet. Por isso, porque não utiliza-la de forma excessiva para nos enriquecermos visualmente?

Os meus colegas acham que sou maluquinho e que tenho bastantes parafusos a menos (o que não é mentira), mas na verdade é apenas a minha forma de abordar um novo projecto e estar constantemente a par das novas tendências. Posso-lhe chamar de terapia, outros chamam de metodologia.

Cada designer tem o seu método, ritmo e a sua forma de pensar.

No meu caso não inicio um projeto sem abrir o Behance e começar a navegar.
Catalogo-os todos (neste momento tenho 172 colecções criadas)

 

 

Em média gasto 30 minutos a explorar trabalhos. Estes são por vezes pontos de partida para conhecer alguns dos melhores e mais interessantes designers que por aí andam (no próximo post, se me deixarem escrever mais, falarei sobre alguns deles).

Mas no final do dia não se trata de ver quantas tabs abrimos ou fechamos, mas sim, perceber como respondemos ao desafio, se fomos rápidos a encontrar uma solução para problema que o cliente não sabia que ia ter, se poderemos aplicar uma nova técnica num novo projeto.

Uma coisa eu sei, e que aprendi ao longo de 12 anos de trabalho, por mais pesquisa que faço, sei que nunca é suficiente para alimentar a minha sede pelo conhecimento e como ser insatisfeito que sou, (basta ser designer) acho que cada projeto não se encontra terminado até atingir a perfeição.

"A designer knows he has achieved perfection not when there is nothing left to add, but when there is nothing left to take away."

Antoine de Saint-Exupery

 

E digam-me, vocês são novos génios das tabs?

 

Publicado por: Bruno Cirilo em Metodologias, Design

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